Arquivo para setembro, 2009

Arrastão

Amor, desejo… descobertas… algumas lembranças e sempre a saudade são temas constantes neste blog e na minha vida (ainda bem, né?). E, ao ler blogs de pessoas queridas, me identifico muito com suas opiniões e vivências sobre estes assuntos. Por isso, ainda na campanha do post roubado, resolvi fazer um arrastão. Sim, roubar vários textos (ou partes) de uma só vez. E, ao juntá-los, expressar, através das palavras ‘roubadas’, o que também sinto… e como a sintonia é grande!

 

O começo. O novo. A ansiedade do primeiro encontro. Ah, como é bom sonhar… Melhor ainda se for acordado. Tornar o sonho realidade. Planejar, esperar o grande dia… e poder vivenciá-lo numa intensidade ainda maior do que eu imaginava…

“… Eu esperava por tudo. Eu idealizada quase tudo. Aquele encontro. Um encontro de Almas. Um encontro de sonho. As reações vinham de um lugar nunca antes conectado. Quando o corpo estremecia com a chegada do outro, a alma já tinha delirado, os sinos todos já faziam orquestra, o coração era o último a saber. Um toque de mãos. Mãos unidas. Era como mantínhamos nossas mãos. De todos os encaixes, o mais perfeito … Não havia mais distância, onde estivesse, estávamos juntos.” (Maria Alice – um texto da Mariana do blog Deixa eu contar pra ti.)

Com tanta vontade e sintonia, como não me envolver? Como não me abrir para este sentimento? Impossível. Tentei racionalizar, fugir, fingir que não sentia, que não queria… tudo em vão! O coração pedia, o corpo gritava, o desejo seduzia. A magia envolveu. Tudo era possível, inclusive encurtar distâncias… Surreal…

“Meu envolvimento foi surreal.  Coisa de outro mundo. Consigo sentir teu cheiro. Ouvir tua voz. E se fecho os olhos sinto tua presença” (Surreal – um texto da Sentimental do blog Sentimentos em letras)

No caminho, surgem dúvidas, medos, questionamentos.

“Meu medo é quebrar tanto a cara, rachar tantas vezes o coração, despedaçar tantas vezes minha alma, derramar tantas e tantas lágrimas e, ao final, não encontrar alguém que finalmente valha a pena. Acabar descobrindo que foi tudo em vão.” (Medo – um texto da Miss do Cotidiano)

Será que estou louca? Será ilusão? Será que quero viver um conto de fadas? Estou fora da realidade? Será que estou pedindo muito?

“Eu quero… A delícia do primeiro encontro, a surpresa do beijo roubado, o calor da emoção que percorre a espinha, o frio na barriga anunciando uma paixão, a leveza do toque e a pureza dos sentimentos. É pedir muito?” (É pedir muito? – um texto da Sentimental do blog Sentimentos em letras)

Apesar do medo e das dúvidas, não consigo me conter. Sim, eu quero. E não, acho que não é pedir muito. Coisas como estas tornam a vida mais leve, gostosa, divertida, intensa e alegre. Nem quero me imaginar sem paixão. Não vejo minha vida sem emoção, sem este gostinho… E o que tenho a oferecer… meu amor, meu corpo, minha alma… minha única certeza:

“O desejo toma conta de qualquer decisão. A volúpia se transforma na única certeza. Não é preciso muito pra saber que no fim da história… serei sua…” (A única certeza – um texto da Sentimental do blog Sentimentos em letras)

Novos encontros. Cumplicidade. Intensidade. Prazer. Marcados na pele feito tatuagem, alimentam sonhos, aumentam os desejos…

Sou somente tua, ainda que não saibas.
Estou inteiramente nua, para que enfim caias
Na tentação de deflorar-me,
Seja sob aplausos ou vaias,
Pois o que vale é que saias
De onde estiveres e aqui venha…
Não te contenhas, me tenha
De uma vez por todas!
Me desperte, me deixe louca,
Me leia por dentro, me condene
Ao vício de esperar por ti, paixão;
Todo Dia, por toda Lua, em toda Flora
No meio da rua, no pé de Amora,
Em cima de um colchão!
Me invada, me possua então…
(A fim de que me deflores, esperar-te-ei até o fim… – um texto da Sentimental do blog Sentimentos em letras – com créditos: Tiza Poe…)

Mas a montanha russa de sentimentos não pára. Te quero perto. Presente. Quero mais. Lembro de você a cada momento, em cada esquina. Às vezes, dói. Uma dor física intensa por não te ter aqui comigo. Por não poder viver, extravasar este sentimento que me consome e, ao mesmo tempo, alimenta meu amor por você… uns dias são mais quentes, libidinosos… outros são mais “phodas”…

Hoje foi “phoda”. As lembranças vieram de jeito. Forçaram a barra o dia inteiro. E agora só tenho uma vontade: Você… (Hoje foi “phoda” – um texto da Sentimental do blog Sentimentos em letras)

Ok, esta alternância de fases e humores insiste em permanecer. Não vou mais brigar. Desgaste em vão. Que venham toda as sensações. Que eu possa senti-las de verdade, entendê-las, processar algumas e incorporar outras. E que nunca me esqueça dos momentos maravilhosos que vivi. Entrei nesta aventura consciente e valeu a pena. Por isso, as lembranças levarei sempre comigo. São boas, deliciosas. E são só nossas. Nosso segredo. Nosso ‘mundo particular’. Pra sempre.   

“Seus olhos nos meus, pra sempre imantados. Seu cheiro nos lençóis brancos, suores grudados e pernas entrelaçadas em tantas noites insones. Madrugadas selvagens, noites felizes e manhãs risonhas de sorrisos cúmplices. A cada dia mais você. A cada dia mais eu, a cada dia mais nós. Lembranças que são quase materializadas, e a cada acordar a felicidade escorre pelos dedos, encharcando de novo os lençóis e a alma. Mas o olhar permanece e o momento se torna eterno, como que por milagre.” (Lembranças – um texto da Iaiá do blog “A moça do sonho”)

Muito obrigada, meninas!

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Cumplicidade

– Não, obrigado. Pode deixar.

– Deixa eu te ajudar. Sei que é um momento difícil. Sua cabeça deve estar confusa.

– Imagina, eu estou bem! Dou conta de resolver isso, sem problemas.

– Pare de se fazer de forte. Sou eu. E eu te conheço há um bom tempo. Sei que esta sua cara de durão é uma forma de defesa… e que, aí no fundo, você está assustado, indefeso. Deixa eu cuidar de você.

Ele continuava se movimentando, agitado, como se nada estivesse acontecendo. Ela se aproximou e o abraçou. Ele tentou sair. Ela o abraçou ainda mais forte. Ele retribuiu o abraço. Agora, já a apertava contra seu corpo. Ficaram assim por muito tempo, nem sabem quanto. Quando ele finalmente se acalmou, sentaram e conversaram a noite inteira. Ele abriu seu coração, desabafou, chorou como nunca antes havia feito. E, a partir daquele momento, tornaram-se um.


“É por você que fecho os olhos…”

 

Essa não é mais uma carta de amoramar não é ter que ter
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Prá que você possa entender
O que eu também não entendo…

 

Amar não é ter que ter
é poder ser você mesmoSempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito prá ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir…

Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro ladoQdo penso em alguém
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender…

Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
com você eu posso serPosso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo…

Agora o que vamos fazer
Eu também não seiposso perder o juizo
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também…

 

“O que eu também não entendo” – JOTA QUEST


Escolhas

Sim, eu quero. Quero mais. Quero acordar com vontade de viver de verdade e sem aquele aperto no peito.  Quero aproveitar o dia sem me preocupar com o que os outros vão pensar. Quero sorrir mais. Sair da rotina. Dançar quando a minha música predileta tocar. Sair com minhas amigas para beber e falar besteira. Quero me apaixonar e nunca me conformar em viver sem este sentimento.

Quero lutar pelo o que acredito. Gritar quando algo estiver me sufocando.  Expressar minhas opiniões sem medo. Quero falar mais ‘não’, sem culpa. Ver de novo um filme que me emociona, descobrir novos. Ler os livros que estão na minha cabeceira. Quero ter mais tempo pra mim e para aqueles que amo. Quero aproveitar o pôr do sol e a noite estrelada, sem me preocupar com o amanhã.

Quero acreditar. Sonhar. Desejar. Chorar. Quero sentir. Quero intensidade, loucura. Quero amar. Quero leveza, paz. Quero viver os sentimentos que me invadirem sem medir. Sentí-los até o fim, até que se esgotem ou façam parte de mim. Quero me renovar.

Sim, eu quero. Quero olhar pra trás e me sentir bem, sabendo que vivi, tentei, experimentei. Quero olhar pro lado e ver pessoas que eu amo e me querem bem. Olhar pra frente e ver a perspectiva de um futuro bom.

Quando alguém vier me perguntar “Oh, menina, o que mais você pode querer da vida?”… Já sabem, né? Quero viver, sentir.


Campanha post ‘roubado’

 

Continuando com as brincadeiras, semana passada tive um post roubado! E o melhor: fui convidada a fazer parte desta campanha… lógico que aceitei, com muito prazer! Obrigada, Luna, gostei muito da ideia e roube quantos quiser!   ;-)

Para entrar na dança, siga os passos:

“É como aquelas brincadeiras de selos, mas a diferença é que você vai selecionar três blogs que gosta muito e acompanha e roubar um post de cada um deles – aquele post que teve um significado para você, com o qual você tenha se identificado ou simplesmente curtido – para publicar no seu blog. Logo, os blogueiros que foram “vitimizados”, ao terem roubadas suas genialidades, farão o mesmo e darão prosseguimento…”

 

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O vento                                                                                                                                                                                                                         Luna Sanchez

 

Ela era tão organizada que dava até gosto. Dava raiva, também.

 Naquela sala, tudo arrumadinho, todas as coisas nos lugares, guardadas em caixas caprichosamente etiquetadas. Era “Conselhos de mãe” no alto, à esquerda; “O que os amigos esperam de mim” na prateleira do meio, na estante, “Coisas que uma moça não deve fazer”, ao lado do sofá, no chão, já que era uma das caixas mais pesadas.

 E tinha mais, muito mais…”Traumas”, “Neuras”, “O que não deu certo”, “O que ainda me causa dor”, “O que não tive coragem de dizer”, “O que é só uma questão de tempo”.

 Tudo separado, visto, revisto, catalogado.

 Até que aconteceu o vento, forte e sem piedade, naquela noite fria. Ela acordou com o barulho, correu para a sala, ficou paralisada por alguns instantes, vendo tudo se misturar. Viu as caixas se esvaziando, viu experiências mudando de status, viu a vida mudando de forma.

 Aquela bagunça passou a fazer tanto sentido, passou a ser tão boa, tão convidativa. Por que ela nunca tinha pensado nessas possibilidades? Por que o mesmo vento que mudava tudo de lugar, brincava com seus cabelos soltos, mostrando que tudo poderia ser assim, leve e descomplicado?

 Ele foi acalmando, ficando mais ameno, o oposto dela, que ficava eufórica. Até que passou por completo, e a desordem da sala quase a fez flutuar.

Ela sorriu. Deixar janelas abertas pode fazer toda a diferença.

E fez.

 

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* Luna, muito obrigada pelo convite. Adorei!!!!! Foi difícil escolher um texto seu… gosto de todos… me encanta a forma como você brinca com as palavras e expõe sentimentos de forma tão leve, divertida e ao mesmo tempo intensa… Gosto muito de você e admiro suas ideias. A expressão de sua arte seja no Palavras… apenas momentos, seja no As muitas fases da Luna ou através dos conselhos da Amargha Reth Responde ® é sensacional, sublime!

 

* Além da Luna, tenho admiração pelos textos da Sweet – inclusive, ela já está na dança pois eu roubei um post dela que me emocina muito: “Se fosse para ficar na sombra, eu teria ficado em casa“

 

* E o próximo post a ser roubado ainda é surpresa. Logo, logo roubo e venho aqui postar… Aguardem!!!!!


Dever de casa

A Iaiá me passou um dever de casa (e eu adorei – obrigada, Iaiá!). Assim que li sobre o que deveria fazer, fiquei pensando em como seria minha lista. Resolvi reunir coisas que aconteceram na minha semana ou que se tornaram repetitivas nas últimas que se passaram. Coisas bem do dia-a-dia.

A regra é clara:

“Cada um deve fazer uma listinha com 10 escolhidos para dar o cartão vermelho. Pode ser uma pessoa, uma atitude, enfim, tudo aquilo que, de alguma forma, nos incomoda – se quiser e precisar, dê uma justificativa breve. Após fazer isso, passe a bola para mais cinco blogueiros e vamos ver no que dá…”

 

Eu daria Cartão Vermelho para:

 

#1 – Topada do dedinho do pé em quina de móvel.

#2 – Pessoas que acham que sabem o que eu quero, sinto ou estou pensando (e, ainda por cima, querem controlar todos eles).

#3 – No trabalho: gente que ganha – ou quer ganhar – crédito por uma tarefa feita por outra pessoa.

#4 – Motoristas que fecham o cruzamento, pros muitos lerdos e para aqueles que se acham os ‘espertões’ do trânsito.

#5 – Gente manipuladora e que se faz de coitadinha para conseguir o que quer. (Iaiá, roubei de você… esta é genial!)

#6 – TPM.

#7 – Gente que só me procura para “Muro de Lamentação”. (fico me sentindo uma Igreja)

#8 – Propagandas que insultam nossa inteligência.

#9 – Pessoas que gostam de xeretar minha vida, minhas coisas, etc. Não faço e não gosto que façam comigo. (Iaiá, mais um… )

#10 – Pessoas que brincam de pique-esconde sozinhas: “se acham”.

 

Passo a bola para os seguintes árbitros:

Sweet Toxicant

Dil Santos

Sentimental

Luna

Intense


Seu nome poderia ser… Esperança

Sua vitalidade me encantava. Estava sempre alegre, bem humorada, disposta. Seu sorriso largo e fácil contagiava todos a sua volta.

Com ela, aprendi a rir da vida. A brincar. Nela, me inspirei. Cresci admirando sua força, sua vontade de viver. Seus cuidados comigo curavam qualquer problema. Seu colo me aconchegava. Quando ela dizia que tudo ia ficar bem, eu acreditava e dormia tranquila. Sem medos. Eu sabia que ela me protegeria.

O tempo passou. Hoje, ela precisa de mim. Está frágil, indefesa. Olhar perdido, sem vida, sem brilho.

Eu estou ao lado dela. Cuidando, dando amor e carinho. Infelizmente, não consigo devolver o brilho a seus olhos. Meu aconchego não a conforta. Em certos dias, ela nem sabe quem eu sou. Mesmo assim, eu insisto. Leio pra ela, levo seu doce favorito.

Queria apenas que ela soubesse. Que eu a amo. Que estou a seu lado… e que, quando fecho os olhos, vejo aquela mulher vibrante, sorrindo… e sei que ela ainda está ali, em algum lugar…