Arquivo para fevereiro, 2010

Meu amor metonímico

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-toque semi-autobiográfico
– romantismo nada convencional
– versa sobre liberdade, amor e obsessão
– idas e vindas
– encontros e desencontros
– idealização
– paixão e aventura
– relação de fascínio
– sedução

A trama tem ainda, como pano de fundo, quatro décadas de transformações sociais e políticas pela Europa e no Japão: a França dos anos 60, a Londres entregue ao amor livre dos anos 70, a Tóquio dos grandes mafiosos e a Madri em plena transição política dos anos 80.


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Bilhetinho

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“[…] Fecho os olhos e consigo ver cada detalhe. Contorno bem desenhado. Rosada. Carnuda. Convida e provoca. Você estava sem-graça e mordia os lábios. Ficava ainda mais linda, com um ar de menina levada.

Minhas mãos querem sentir a textura da sua pele.

Minha vontade é te abraçar. Sentir seu calor. Roubar um beijo.

Minha boca fica seca ao pensar. Quero sentir seu gosto. Ter você […]”

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Top 5 – o que gosto em um homem

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#1 – Inteligência

#2 – Bom Humor

#3 – Caráter (o que não exclui a cara de safado)

#4 – Boa pegada

#5 – Sorriso

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[…] isso só pra começar! :)

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E você,  o que gosta em um homem ou em uma mulher?

Qual seu Top 5 ?


Carnaval

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Ele a admirou na fila da [e a sua] padaria. Seguiu-a por quase todos os corredores. Até que, finalmente, ela o notou. Trocaram sorrisos e gentilezas. Nas vezes em que seus carrinhos trombaram, ele não perdeu a chance de puxar conversa. Trocaram impressões sobre vinhos e ela o ajudou a escolher carne, frutas e legumes. Foram conversando em direção ao caixa.

A tempo, alguns dias antes do carnaval, ela cancelou todos os seus planos. E foi, com ele, realizar sua fantasia.

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Paris, je t’aime – 14ème arrondissement

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“Era como se me lembrasse de algo que nunca conheci

Ou que sempre esperei, sem saber exatamente o que era

Talvez fosse algo que eu havia esquecido

Ou algo de que senti falta a vida toda

O que posso dizer é que senti, ao mesmo tempo, alegria e tristeza

Mas não muita tristeza, pois me senti viva

Sim, viva…”

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Esta citação aparece no último curta do filme ‘Paris, Te Amo’ – 14th Arrondissement no qual uma típica caipira dos Estados Unidos se redescobre em Paris, ao viajar sozinha. E, sentindo a vida que insiste em gritar ao seu redor, percebe que se apaixonou pela cidade.

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♫♪♫ ♫♪♫ ♫♪♫

Música me faz sentir assim, mais viva.

E hoje, no Céu, falo de uma que despertou em mim esta mistura de sentimentos:

Cuida de Mim, Fernando Anitelli

♫♪♫ ♫♪♫ ♫♪♫


Enfim

“So close no matter how far
Couldn’t be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters
Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
Hold these words I don’t just say
And nothing else matters
Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters
Never cared for what they do
Never cared for what they know

But I know”

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Se apenas você pudesse estar aqui, dentro de mim.

Se você apenas pudesse saber como me sinto, como desejo. Como dói estar longe. Saber o que eu sei. Querer o que eu quero.

A estima? Temos a altitude em comum, não é problema. É algo a mais que nos une e fujo por saber que seria perfeito. A perfeição existe?

“Você que se cuide
E pare de me dar respostas prontas
Que você tem problemas, eu sei (…)

Eu tenho tudo o que você precisa
E mais um pouco
Nós somos iguais
Na alma e no corpo”

[sempre preferi os momentos mais imperfeitos, os deslizes, os sentimentos confusos, as confissões esquecidas, as palavras soltas… às bonitas, perfeitas e bem estruturadas, copiadas e coladas]

A simbiose só não supera minha vontade de lhe fazer bem, de ouvir seu riso e imaginar o brilho em seus olhos.

Isso. Sinta. Acredite. É maior do que imagina. Mais forte e intenso. Ah, se você soubesse.

[Me liga? Quer saber como estou e o que estou fazendo? ‘Não, não quero’. Eu negava, disfarçava. Mas você sabia. A respiração ofegante, a boca seca… os pensamentos se confundiam… eu ligava, me entregava…]

Se imaginei? Sim, cada detalhe. E pensar em como seria… ah, me dá um frio gostoso na barriga, ao mesmo tempo em que me esquenta. Sim, eu sei. Seria delicioso. Você gostaria e eu também. Eu sei.

Mas sou diferente, louca, passional, independente. Quero mais. Não cobro. Não disputo. Não te considero um objeto para ser meu. Não julgo. Apenas incentivo. Cada sonho, cada projeto, todo o devaneio. Por mais que isso possa te afastar, não me amedronta. A certeza que tenho vai além disso. Não quero te mudar. Eu amo assim e só assim sei amar. [“…porque eu sei que é amor, eu não peço nada em troca…”]

[Posso dizer que é você, mencionar seu nome? ‘Não’. Não preciso de palco, não ‘marco terreno’, não gosto de expor, nem reafirmar, não preciso provar nada, sei o que temos (?) e isso que importa – não busco recompensas. Mas eu quero “o” algo a mais.]

A falta que sinto hoje me cala, me inunda. Mas preservar sua essência me conforta. Mantenha-se assim, como é. Só não se esqueça de mim.

Sim, o encaixe é, seria perfeito. [E isso existe?] Seria uma explosão. Na primeira troca de olhares, no toque. Ah, sentir seu cheiro, seu gosto. Sua pele. Eu não resistiria, você sabe. Não resisto a você.

[Pronto, eu disse. Confessei. A dor física de falar, superei. Me abri, pra você.]

Às vezes, sinto que só você me entende. A igualdade repleta de diferenças é estonteante. Nos entedemos na dinâmica loucura que nos cerca e isso me fascina.

[Eu te amo, mas você não acredita. O que posso fazer pra te mostrar, pra te convencer? (…) ONO, é só o que falta, é o que precisamos. E, se acontecer, serei ainda mais… sua. Sem controles.]

Sim, você tem. Você conhece. Cada vírgula, cada hesitação. E eu também. Gosto de observar. Conheço seu processo, ouvi como funciona. Senti como deseja. Vejo o que não mostra.

Só para você conto meus segredos. São seus os meus desejos.

[“Você se parece com um vaso raro que pode quebrar”; “Hoje você está devoradora. Amei conhecer este seu lado”; “Uma boba teimosa, é isso que você é”]

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“Don’t let the sun go down on me
Although I search myself, it’s always someone else that I see
I’d just allow a fragment of your life to wander free, baby
Cos losing everything is like the sun going down on me”

Referencial

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– Chega um pouco mais pra baixo.

– Tá bom?

– Aproxime-se mais de mim. Isso. Assim.

– Só um minutinho… seu cabelo insiste em cair sobre seu rosto… agora, pronto.

– Eu sei que incomoda, mas vou com cuidado, tá? Fique tranquila.

– Ahan.

– Fico até com dó de ver sua carinha assim tão apreensiva.

(…)

– Pronto, acabei. Agora, abre aquele sorriso pra mim, vai?!

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[ela tinha medo de ir ao dentista mas, hoje, tudo mudou]

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