Arquivo para março, 2010

Trapped?

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Sometimes I try, and I try, and I try… so hard … and for what?

…in some cases, I just wish I could believe…

…in others, I just wish I could be wrong…

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I’m confused!

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Instinto

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Estou confusa
E posso estar enganada
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Algo me atrai
Sem te conhecer
Sem saber se, quem está aí, do outro lado
É realmente você
[e quem é você?]
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Gosto de conhecer
Por completo
Quem move meu desejo
Quem desperta meu interesse
Minha curiosidade
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Gosto de imaginar
De provar
Gosto das fases
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Quero proteger, cuidar
Ter atenção a cada detalhe
Satisfazer
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Gosto da descoberta
Da entrega
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Direciono minha atenção
Enquanto a sua diverge
Sou uma boba
Não pelo querer
Porque ele é meu
[Por mais que meu pensamento seja, agora, teu]
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Sinto-me tola
por estar vulnerável
E saber que, de você,
Talvez, eu não fuja
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Paralaxe

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Minha respiração perde a cadência quando estou longe de você

Gosto do ritmo e da música que emanam de nossos corpos próximos

Calo-me para que você possa me ouvir

Mudo a forma de te olhar para que você possa estar aqui

Ouço, agora, apenas o som dos nossos corações calejados batendo compassados, gritando dentro do peito

Cale-se. Sinta. Isso. Assim, bem junto ao meu.

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* Paralaxe – Mudança aparente de lugar de um corpo quando se altera o ponto de observação.

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“…O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraída…”

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Quase. E eu te disse. Não adianta negar, você sabia.

Só naquele dia, mesmo não acreditando, deixei você se aproximar. Apenas naquele momento. Tudo estava propício.

Parecia um sonho.

Até que você fez mais uma das suas. Para me lembrar que, da flor, você é o espinho. E fere. Por desatenção. Pela gula. Pela compulsão.

Recebi o aviso. Entendi a mensagem. Saí do transe. Sim, foi por um triz. Mas eu acordei a tempo.

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* Titãs – Composição: Sérgio Britto

Lui, sourire

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Lembrei de você.

Não sei por quê. Sem motivos, talvez. Sua imagem me veio à cabeça. Nítida. Como um filme, revi alguns momentos. Senti sua presença.

Foi o sorrir que nos uniu. [soupirs]

Cumplicidade. Compartilhamos, aprendemos, nos ajudamos. Nos amamos. Diversão. E, sim, aventura. Como prometi, não me esqueço. Você me fez feliz. Faz até hoje, mesmo sem estar presente. De alguma forma, estamos, juntos, sorrindo de novo…

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“Anda. Enquanto o dia acorda a gente ama
Tô pronto prá te ouvir aqui na cama

Te espero, ‘vamo’ rir de todo mundo
Nesse quarto tão profundo

Pára. Repara, tente ver a tua cara
Contemple esse momento é coisa rara
Uma emoção assim só se compara
A tudo que nós já passamos juntos…”

(Palavras de um Futuro Bom – Jota Quest)

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Ardil

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Reflexo. Contemplação. Corpo riscado, exposto. Ele gosta do que vê.

De longe, ela sente. Em sua pele, a dor. Dilacera. Queima.

Podem sentir o calor do desejo, apesar da distância. É um vício que os une. Sincronização perfeita.

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“Me espere ‘daquele’ jeito. Feche os olhos e logo estarei ai.”

Ele imagina suas mãos percorrendo o corpo dela; ela se arrepia.

Ele quer a boca, ela sente o beijo.

Antes seca de desejo; agora, molhada, a boca se move como se o devorasse.

A cada pedaço, vontade.

Ela revela, ele explora.

A cada toque, delírio.

Ele descobre, ela se entrega.

A cada segredo, ela.

Inteira, o satisfaz.

Ele pede, ela [con]sente

Ela geme, ele enlouquece.

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Em sua cama, ela quase pode sentir o cheiro, o gosto. Inebria-se com o prazer que lhe invade. Talvez, passe a noite acordada, suspirando, pensando nele.

Ele já planejava outra companhia. A campainha toca. “Bem na hora, Linda.” […]

Neste momento, a distância que existe entre eles não é só geográfica. É um abismo. Mas o vício? O vício é cego.

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