Arquivo para julho, 2010

Blueberry Pie – Beijo Roubado

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Calei a voz que gritava aqui dentro: ‘Você sabe o que tem do outro lado, não abra!’ e arrisquei. Às vezes, por presunção e medo, perdemos a oportunidade de sermos, positivamente, surpreendidos.

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Jeremy If I threw these keys away then those doors would be closed forever and that shouldn’t be up to me to decide, should it?
ElizabethI guess I’m just looking for a reason.
JeremyFrom my observations, sometimes it’s better off not knowing, and other times there’s no reason to be found.
Elizabeth Everything has a reason.
Jeremy Hmm. It’s like these pies and cakes. At the end of every night, the cheesecake and the apple pie are always completely gone. The peach cobbler and the chocolate mousse cake are nearly finished… but there’s always a whole blueberry pie left untouched.
Elizabeth So what’s wrong with the blueberry pie?
Jeremy There’s nothing wrong with the blueberry pie. Just… people make other choices. You can’t blame the blueberry pie…

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KatyaSometimes, even if you have the keys those doors still can’t be opened. Can they?
Jeremy Even if the door is open, the person you’re looking for may not be there, Katya.

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Elizabeth – When you’re gone, all that is left behind are the memories you created in other people’s lives…

… at the end of that night, I decided to take the longest way to cross the street.

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Elizabeth The last few days, I’ve been learning not to trust people and I’m glad I’ve failed. Sometimes we depend on other people as a mirror to define us and tell us who we are and each reflection makes me like myself a little more.

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“But if you don’t char / The light won’t hit your eye
And the moon won’t rise / Before it’s time”
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Um beijo roubado – My Blueberry Nights [trilha:The Story – Nora Jones]
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Se Deus não faz…

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Tomou seu banho, escovou os dentes, rezou e foi deitar abraçado a seu lagarto de pelúcia. As garrinhas macias faziam cosquinha em seu rosto, enquanto ele se aconchegava na cama.

Acordou com sua mãe puxando não só as cobertas, mas também seus pequenos bracinhos e levantando-o de supetão. Levou um tapa, depois outro e outro. Foi arremessado contra a cama, como nem bichos peçonhentos seriam. Da forma que caiu, ficou. Apenas se encolheu, esperando o próximo sopapo, que não existiu.

Ela foi retirada do quarto enquanto gritava que não havia parido criatura tão desalmada. Ele, assustado, permaneceu inerte, sem entender.

A ama, então, explicou-lhe que sua avó morrera.

Sua maior tristeza, porém, era não saber porquê, depois desse dia, a mãe parou de ajudá-lo com as lições do colégio, o pai não o levava mais a jogos de futebol e ele só fazia as refeições apartado de toda a família. Virou um estranho em sua própria casa. Quando muito, tinha a companhia de sua ama que o aninhava em seu colo quente e convidativo.

Ele não pôde ver o caixão, nem ir ao enterro.

E um detalhe ainda o perturbava: onde estaria o presente? Sim, aquele cachecol todo torto, de cores misturadas e textura áspera que a avó fizera pra ele, anos atrás.

Ele se lembrava bem. O dia estava frio. Viu-a debilitada, com olhar perdido e triste e enrolou o cachecol em seu pescoço. Apertou bem forte, para que não entrasse nem um ventinho. Ao pensar em seus pais, apertou mais um pouquinho. Depois mais, ao sentir a saudade cortante de seu avô. Então, usou um pouco mais de força. Mais. E mais. Até que, como um bom menino, atendeu a todos os pedidos.

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O meu amor partiu

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Hoje quem manda aqui é a Ju. É dela esse lindo texto! Aproveitem!
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Já não me desespero, não me descabelo mais;
Já não espero que esperes por mim;
Já não quero que me queiras, nem quero querer;
Já não sinto não sentir-me tua. Sinto-me bem assim. Inteira.
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Ressentimento pressentido,

Envolvimento anunciado,

Corpos corrompidos,

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Mudos, surdos, desconfigurados…
Passos descompassados,
Sentidos deturpados,
Caminhos desencontrados,
Tortos, curvos, mal sinalizados…

Parti, partida.
Acabei, acabada.
Venci, vencida.

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Entre partir e ficar existe apenas uma porta, mas entre amar e odiar existe, no mínimo, um coração.

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O meu amor partiu
Cansou dos meus vícios
E mesmo que amanhã ele volte com outro feitiço
Hoje, o meu amor partiu
E nada vai
Nada vai mudar isso

‘Nada vai mudar isso’  – Paulinho Moska



Presente

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Essa semana recebi muito carinho… em cada comentário, em cada email, em cada sms, em cada abraço, em cada ligação… todos reais e muito aconchegantes! Agradeci cada um individualmente e hoje queria apenas reiterar meu contentamento e minha gratidão.

Minha amiga Ana, como sempre, conseguiu retratar bem o que temos. O laço que nos une. E, com a autorização dela, publico aqui o meu presente!

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‘Presente’ por Ana Marques

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Quero te dar um presente.

Meu presente é o nosso laço [que nem precisava ser tão vermelho].

Ele é fincado na terra, sem ser jardim.
É feito de ar, venta ao nosso redor e não nos derruba.
Água que flui, sem nos afogar.
E o fogo que há nele, que faz seu vermelho brilhar, é da própria existência do laço, que se faz intenso porque intensas somos nós.

E de palavras fomos feitas, de sentimentos nos revestimos, bebemos tequila com poesia e tudo sem nos termos visto. E ainda assim quis para ti um presente…

o criei à tua imagem e à minha semelhança.
Podes compreendê-lo sem me ver?

Para: A Menina Misteriosa, que hoje completa 1 ano de blog. Parabéns.

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Fiquei encantada e emocionada com a homenagem, Ana! Muito obrigada!

E, em especial, agradeço também as lindas menções da Ju e da Sandra!

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1 ano!

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Tentei escrever um texto para publicar hoje, dia em que o blog faz um ano, mas desisti. Estava meloso, faltava só começar com ‘meu querido diário’. Eu amo confissões… mas essa, em particular, ninguém teria paciência de ler. Nem eu.

O fato desse blog despretensioso já ter um ano e de, através dele, eu ter feito tantos amigos me deixou emotiva. Mais do que já sou. Tá, eu sei que é bobeira. Não reparem, faz parte do inferno astral. O do blog misturado ao meu.

Só tenho motivos para comemorar e agradecer… a cada um que lê, incentiva, critica, comenta ou não. A cada um que passa por aqui… Muito obrigada!

A todos que, hoje, fazem parte da minha vida ‘in’ ou ‘off’ blog tento dizer sempre o quanto são essenciais, queridos e o bem que me fazem. E não é suficiente. Então, quero falar mais uma vez o que representam pra mim, mas quero fazer isso individualmente… e, quem sabe, até pessoalmente…

…e o que eu não conseguir dizer, só um abraço poderá expressar…

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Essa música, que eu amo, é para vocês!

That’s What Friends Are For – Dionne Warwick

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